Escrito por José Borlido

2025 12 15   3. padre pablo lima 3Realizou-se no dia 15 de dezembro pelas 21h15 no Centro Paulo VI, a 3ª. sessão de Escola do MCC, em que foi palestrantre o Padre Pablo Lima, que apresentou o tema: “Não sois capazes de distinguir os sinais do tempo?” Mt. 16,3 – Discernir o espírito nos caminho do Homem.

O Palestrante começou por referir: O que são os sinais dos tempos? Trata-se da realidade envolvente não dos sinais meteorológicos; os sinais dos tempos tornou-se uma expressão esteoretipada para significar a observação atenta e consequente da realidade; adquiriu um tom apocalipto e pessimista, «o fim do mundo».

 

Tornou-se também um chavão nos documentos eclesiais; todos falam de ler os sinais dos tempos, mas rápidamente passam de um discurso sobre “ouvir o mundo e “ ler os sinais dos tempos “ a “ensinar” a “ iluminar “ e responder, num discurso tautológico, isto é um discuso em que a mesma ideia é repetida exaustivamente com palavras diferentes; na prática é o famoso "dizer a mesma coisa sem acrescentar nada de novo", empobrecendo a clareza e a objetividade do discurso.

Paulo VI falou-nos de uma Igreja de diálogo, transformando a Igreja Mãe e Mestra, usando esta terminologia sós para os fieis; quem não é cristão não entende esta linguagem!

O Padre Pablo Lima, abordou o documento final do Sínodo, aprovado pelo Papa Francisco, que no seu discurso de encerramento deixou claro o carácter inclusivo do texto final, sublinhando a procura da “harmonia” num caminho “rumo à plena manifestação do Reino de Deus, como um banquete preparado por Deus para todos os povos”, na esperança de que não falte ninguém. Todos! Todos! Todos” que inguém fique de fora! A palavra-chave é esta: a harmonia, que é obra do Espírito na Sua primeira manifestação forte, na manhã de Pentecostes.

O Palestrante continuou, a sinodalidade, permite ver-nos uns aos outros, ouvirmo-nos uns aos outros, mas não só os que estão dentro do rebanho, mas também os que estão fora do rebanho. Nós aprendemos muito com os que estão fora do rebanho, e até não cristãos, o Espírito Santo fala por todos.

Os sinais dos tempos - A transformação do mundo contemporâneo, o nosso estilo de vida é o estilo da cidade, independentemente de onde vivemos, é um estilo citadino, urbano, mas as nossas Paróquias mentem-se no estilo rural.

Hoje existe mobilidade permanente, mas continuamos fixos numa realidade que já não existe – mobilidade e ausência de fixação.

A imigração é uma realidade que não podemos negar e devemos acolher. Como acolher! Nas Paróquias os agentes da pastoral, tem um papel importante no acolhimento, dando as boas-indas, identificando as pessoas que necessitem de apoio, dando apoio nas Celebrações, entre outras.

Funcionamento em rede - hoje em dia cada vez mais funcionamos em rede, a nova linguagem e o mundo digital não é um mundo paralelo é a realidade de hoje. A área urbana é cada vez maior, daí vevermos ao ritmo da cidade, a lógica da vida urbana está presente na realidade urbana. Temos que aprender a acolher queles que vieram viver para junto de nós, Temos que mudar a nossa forma de estar em Igreja.

Fotos desta Escola.