Realizou no dia 12 de julho «domingo» a Ultreia Diocesana, com que o Movimento encerrou as suas actividades relativas ao Ano Pastoral 2025/2026.
A Ultreia realizou-se no monte de S. Silvestre, na freguesia de Cardielos e foi presidida pelo nosso Bispo D. João Evangelista e contou com a presença da presidente da presidente do Secretariado Diocesano, Conceição Ponte e demais membro do Secretariado; Assistente Espiritual do MCC, Padre Tores Lima; Monsenhor Vilar, Director da escola do MCC, vários Sacerdotes e algumas centenas de cursilhistas.
As actividades iniciaram-se pelas 10,00horas, com o acolhimento, leitura do Evangelho e Reunião de Grupo e às 12,00horas a Oração do Ângelus, seguido do almoço convívio.
Foi Reitor da Ultreia o cursilhista, Américo de Castro Ferreira, de Cardielos, foi Rolhista, Maria Carminda Ferreira, de Cardielos, que apresentou o tema ”A Missão da Igreja é Evangelizar. O Rolho Místico foi proclamado pelo Padre Tiago Alexandre Rodrigues Pároco de Cardielos, Serreleis, São Salvador da Torre e Vila Mou.
A Rolhista começou por lembrar a clausura de conclusão do nosso cursilho e o compromisso assumido perante o Bispo Diocesano que nos disse; Cristo conta contigo, ao que cada um respondeu e eu com a Sua graça. Debruçando-se sobre o tema, começou por referir: A missão da Igreja é Evangelizar, sendo primeiro anunciado por Jesus Cristo. Cristo chama-nos a evangelizar; Ide e por todo o mundo e fazei discípulos. A missão começa sempre pela escuta! Escutar Deus na Oração e a Sua palavra nas Escrituras, dando testemunho da nossa vida em graça, numa Igreja Missionária que se abre ao mundo para levar o Evangelho, ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho! S. Paulo diz-nos - não vos acomodeis a este mundo.
Converter-se é voltar para Deus com todo o coração, evangelizar não é apenas falar de Deus, fazer sermões, mas é testemunhar Deus através da nossa vida é a lei do amor que responde, ama e faz o que quiseres!
A Rolhista falou-nos em seguida da importância do nosso Tripé como Cristãos e Cursilhistas, para testemunhar a nossa vida, continuamos carecidos de paz e da necessidade de cristianizar os ambientes. O homem procura sempre mais e melhor porque é um ser insatisfeito, porque procura a felicidade e por vezes afasta-se dos verdadeiros valores e não se inibe de prejudicar o amigo, o irmão, o familiar!
Ele Chamou-nos como aos Apóstolos, para virmos a esta Ultreia Diocesana, aceitamos o Seu convite, a estarmos aqui a convivermos e a escutar a Sua palavra; precisamos de ser mensageiros da Boa Nova junto de todos. É através destes encontros de amigos que Deus nos fala como amigo verdadeiro. Sabemos que a família é a verdadeira célula da sociedade. Ninguém converte se não estiver convertido, ninguém dá aquilo que não tem! Todos, todos, nas variadas profissões, dão um verdadeiro sentido á vida com sentido cristão.
Faz-te ao largo, escuta e anuncia, Faz-te ao Largo, lança as redes ao mar. Porque Tu o dizes laçaremos as redes; aqui reside o milagre, quando escutámos e confiamos no Senhor.
A dinâmica da escuta torna-se centro do amor de Deus em nós. Não tenhas medo, faz-te ao Largo, Jesus vai contigo! Reconcilia-te, converte-te, perdoa, ama mais, confia mais.
Para a Igreja hoje o problema não está na perseguição, mas na acomodação e porque não recorrer a Maria, que não compreende tudo, mas responde ao Anjo, faça-se segundo a Tua vontade e parte apressada para ajudar a sua prima Isabel, não se acomoda, leva o seu filho Jesus aos outros. Fazer-se ao largo!
O Rolho Místico foi proclamado pelo Padre Tiago Rodrigues, que tomou o Evangelho do dia “Evangelho da boa colheita” começando por referir; há palha, mas não há semente, a planta está bonita por fora, mas não tem semente. A minha vida produz semente ou palha? A palha queimada nela mesma, a semente muda os corações, Jesus não comanda a vida pela palha, mas pelos seus frutos, o verdadeiro fruto é capaz de gerar vida, gerar fé.
Como a espiga existe para alimentar e gerar novas sementes, o cristão também deve centrar a sua vida a gerar vida. A espiritualidade é deixar que Cristo viva em mim. Pessoas que se reconciliam porque viram vida em nós, porque geramos concórdia! Que hoje encontrem Jesus através da minha vida.
Jesus chamou-nos para sermos fecundos. O MCC nasceu para contagiar o irmão na vivência em Deus, Jesus pergunta a cada um de nós, o que está a nascer na tua vida? somos apenas palha, ou apenas semente. Jesus perguntará, onde estão as sementes que Eu coloquei nas tuas mãos? Senhor umas deram fruto outras perderam-se!
A terminar a presidente do Secretariado Diocesano Conceição Ponte, usou da palavra para, que dado se tratar do ultimo evento do Movimento no presente Ano Pastoral, agradecer a presença do D. João nesta Ultreia e em todas as acções do movimento para que é convidado, constituindo um forte incentivo para o Secretariado, agradeceu aos sacerdotes presentes e terminou agradecendo a presença de todos na ultreia e toda a colaboração prestada ao movimento ao longo do Ano Pastoral 2025/2026, que hoje termina
A Ultreia terminou pelas 16,30h com a celebração de uma Eucaristia de acção de graças, presidida por D. João Evangelista e concelebrada por 7 Sacerdotes. Na homilia o nosso Bispo, reflectiu sobre as leituras da missa do XV Domingo do tempo comum, «parábola do semeador e da semente» em que Jesus diz aos discípulos, coragem não tenhais medo, não desanimeis, os discípulos escutam a palavra de Deus e estão dispostos a aceita-la, Jesus fala a um povo de coração empedernido, quem receber a mensagem receberá mais e terá em abundância. O semeador do Evangelho é Cristo e os verdadeiros discípulos são a boa terra e identificam-se com aqueles que escutam a Palavra e acolhem a proposta do reino. Os que tem o coração inconstante capazes de entusiasmar, mas que desanimam perante as primeiras dificuldades, estes é terreno pedregoso! O Evangelho de hoje responde; coragem não desanimeis, pois, apesar do aparente fracasso o Reino de Deus é uma realidade imparável e o resultado será surpreendente, maravilhoso e inimaginável.
O nosso Bispo terminou com um agradecimento ao Secretariado por tudo quanto realizou neste Ano Pastoral, agradecendo a presença de todos e reafirmando a sua importância para a Evangelização na Diocese e de um modo especial neste tempo de preparação para o jubileu Diocesano; Eu conto com todos, todos, para uma Igreja missionária, aberta e em renovação.